SÁBADO
Ela fechou as cortinas. Sentou sobre a colcha rosa e deixou a xícara vazia sobre a cama. Riu baixinho, feliz consigo. Ficou ouvindo o vizinho tocar piano e pensando em sua própria sina: abraçar aquele fardo com encanto; ver no seu tom de pele os cortes, mas não deixar de amar as suas nuances.
Quem poderia ver no abandono um tipo de reencontro? Quem veria na mudez um amigo fiel? Houve quem não dissesse nada de bom. Nada de sórdido. Melhor assim. Quando se tem nas lembranças pessoas e perdas, é mais fácil prosseguir.



Eu sempre vejo na mudez um amigo fiel. Coisa minha. Esse seu texto foi meio cinza.
João,
Suas irritações me inspiraram demais. Agora acho que ninguém mais gosta de mim. HAHAHAHA
E as coisas estão se acalmando aqui. Não esqueci do texto.
Beijo.
Jaya Magalhães disse isso em novembro 12, 2011 às 3:09 pm