O MENINO DO LIVRO
Era nublado o dia. E uma tal constatação provocou em mim uma nova visão, cordial com todas as minhas coisas. As que dormiam comigo, tão vãs nessa torpe companhia, se desfizeram. As cruas e reais, hoje me chamam de filho, e eu sequer percebi.
Não me feria compreender aquilo. Não me ofendi, não me frustrei. Tudo como antes eu não tinha.
Sequer me arranhei rir de tudo isso. Mas toda a dor de uma coisa absurda, toda a dor que não cabe numa só das mãos, toda lágrima incabível… tudo isto transformou-se numa vontade de querer pular da árvore com um guarda-chuva nas mãos. Um sujeitar-se à aventura, brincar de balanço com a desventura. Uma coragem bêbada de inocência. Uma doce bravura.
Isso não tinha nada a ver com alegria ou esperança. Era só o meu peito virando mar e eu me nadando por dentro. Que rompia e destruía tudo. E, ainda assim, constante calmaria. Era só o meu riso que, como nuvem, podia se transformar em qualquer coisa; era algodão doce e era trovão.
Eu ainda não sei ao certo que livro me explicou tudo isso. Nem sei se ainda consigo achá-lo outra vez. Mas continuarei lendo todas as histórias, chorando todos os contos até que um dia eles resolvam me explicar as coisas que são cores do que já sonhei.



genial…talvez um dos melhores até hoje!
Eli disse isso em setembro 19, 2011 às 6:01 pm
saudade.
é o que consigo dizer.
miss disse isso em setembro 28, 2011 às 10:21 pm